Cirurgia Nasal Funcional
Quando o desvio de septo dificulta a respiração, há opções de tratamento.
Septoplastia e turbinoplastia podem ser consideradas quando a obstrução nasal persiste apesar do tratamento adequado.
Desvio de septo: causas e sintomas
O septo nasal é a parede cartilaginosa e óssea que divide as narinas. Estima-se que mais de 70% da população apresenta algum grau de desvio septal — mas somente uma parcela tem sintomas que justificam intervenção cirúrgica.
Causas do desvio de septo:
- Congênito — presente desde o nascimento, frequentemente percebido na adolescência com o crescimento facial
- Traumático — fraturas nasais por acidentes, quedas ou esportes de contato
- Pressão de crescimento — assimetria no desenvolvimento da face
Sintomas que indicam avaliação cirúrgica:
- Obstrução nasal crônica de um lado (ou alternante), que não melhora com medicação
- Ronco e boca aberta durante o sono pela incapacidade de respirar pelo nariz
- Sinusite de repetição — desvio que bloqueia a drenagem dos seios paranasais
- Cefaleia facial por compressão da mucosa nasal
- Prejuízo na performance física em atletas (ver Performance Respiratória)
Cornetos hipertróficos
Os cornetos são estruturas ósseas revestidas de mucosa que umidificam, filtram e aquecem o ar inspirado. Quando hipertróficos — aumentados de forma crônica — reduzem dramaticamente o espaço nasal disponível.
Causas da hipertrofia de cornetos:
- Rinite alérgica — inflamação crônica mantém os cornetos congestionados de forma permanente
- Rinite vasomotora — hipersensibilidade da mucosa a mudanças de temperatura e umidade
- Compensação ao desvio de septo — o corneto do lado mais amplo cresce para preencher o espaço
- Uso prolongado de descongestionantes — rinite medicamentosa por efeito rebote
O tratamento da rinite alérgica pode reduzir o volume dos cornetos em muitos casos. Quando a obstrução persiste e há componente estrutural, a turbinoplastia pode ser considerada após avaliação dos benefícios e riscos.
Septoplastia: como é feita
A septoplastia é realizada inteiramente pelas narinas, por uma incisão interna na mucosa do septo — sem nenhum corte externo e sem alteração na aparência do nariz. O cirurgião acessa a cartilagem e o osso desviados, reposiciona ou remove as porções desviadas e sutura a mucosa.
- Anestesia geral ou sedação profunda — conforme avaliação pré-operatória e preferência do paciente
- Duração variável — depende da anatomia e dos procedimentos associados
- Possibilidade de alta no mesmo dia — quando os critérios clínicos são atendidos
- Curativos e splints — o uso e o tempo de permanência dependem da técnica
- Alterações externas não são o objetivo — edema e equimoses dependem da extensão do procedimento
Turbinoplastia
A turbinoplastia (ou redução de cornetos) pode ser realizada de forma isolada ou, mais frequentemente, em conjunto com a septoplastia. O objetivo é reduzir o volume dos cornetos hipertróficos, preservando ao máximo a mucosa funcional.
Técnicas disponíveis:
- Outfracture (lateralização) — reposicionamento do corneto para ampliar o espaço nasal, sem remoção de tecido
- Redução submucosa — remoção do osso subjacente com preservação da mucosa superficial (técnica preferida)
- Turbinectomia parcial — para casos de hipertrofia severa que não respondem às técnicas conservadoras
A respiração pode melhorar progressivamente conforme o edema e as crostas diminuem. O tempo e a intensidade da resposta variam, e a rinite subjacente pode exigir tratamento contínuo.
Recuperação
A alta pode ocorrer no mesmo dia. Curativos, repouso e restrições são individualizados.
Revisão e cuidados locais conforme orientação. Congestão ainda pode estar presente.
O retorno ao trabalho e às atividades leves depende da evolução e da orientação médica.
A avaliação do resultado e a liberação de atividade física são feitas individualmente.
Perguntas frequentes
Tire suas dúvidas
A cirurgia de septo dói?
A cirurgia é realizada sob anestesia geral, portanto não há dor durante o procedimento. No pós-operatório imediato, há desconforto nasal e sensação de congestão — controlados com analgésicos comuns. A dor intensa é incomum.
Fico com roxo ou inchaço no rosto?
Na cirurgia exclusivamente funcional, alterações externas costumam ser menores do que na rinoplastia, mas edema e equimoses podem variar conforme a técnica e a anatomia.
A cirurgia muda a aparência do nariz?
A septoplastia tem objetivo funcional e geralmente não pretende alterar a aparência. Situações anatômicas específicas e procedimentos associados são discutidos antes da cirurgia.
Quanto tempo fico com tampão nasal?
Nem todos os casos usam tampão. Quando há curativos ou splints, o tipo e o tempo de permanência dependem da técnica e da evolução.
Quando posso fazer exercício físico?
O retorno é gradual e depende do procedimento, da evolução e do tipo de esporte. A liberação é individualizada nas revisões pós-operatórias.
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Respire pelo nariz.
Do jeito que sempre deveria ser.
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